O que colocar no relatório de evolução terapêutica enviado ao plano de saúde: identificação, frequência, avaliações comparadas, metas do PEI, gráficos, justificativa de continuidade e assinatura — e como gerar tudo pelo sistema.
Quando o plano de saúde pede um relatório de evolução terapêutica, a clínica tem pouco tempo para mostrar, com dados, que o tratamento está funcionando e precisa continuar. Na maioria das clínicas esse relatório é montado à mão, copiando trechos de evoluções e colando gráficos feitos em planilha. Este guia mostra o que incluir, como organizar e como gerar o relatório direto do sistema.
Para que serve o relatório de evolução terapêutica
O relatório de evolução documenta o que foi feito, o que mudou e o que ainda precisa ser feito. Ele é usado para:
- Renovar ou ampliar autorizações junto ao plano de saúde.
- Dar devolutiva à família sobre o progresso da criança.
- Alinhar com médico e escola o que está sendo trabalhado.
- Proteger a clínica, mostrando que o atendimento seguiu o plano e foi registrado.
Para o contexto de cobertura e autorização, veja o guia de cobertura ANS para terapia ABA.
Estrutura recomendada do relatório (seção por seção)
| Seção | O que colocar |
|---|---|
| 1. Identificação | Paciente, data de nascimento, carteirinha, CID informado no pedido médico, clínica e período do relatório |
| 2. Equipe e carga horária | Especialidades, profissionais com registro no conselho, frequência semanal prevista |
| 3. Frequência realizada | Sessões previstas x realizadas, faltas e faltas justificadas no período |
| 4. Avaliação inicial e reavaliação | Instrumentos usados, pontuação por área e comparação com a avaliação anterior do mesmo nível |
| 5. Metas do PEI | Metas do período, quantas foram concluídas, quais seguem em andamento e por quê |
| 6. Evolução por área | Síntese objetiva de cada especialidade, com exemplos observáveis |
| 7. Gráficos | Percentual por área, evolução entre avaliações, progresso do PEI |
| 8. Conduta e justificativa | O que será trabalhado no próximo ciclo e por que a continuidade é necessária |
| 9. Assinatura | Profissional responsável, registro no conselho, data |
Regra de ouro
Cada afirmação do relatório deve estar apoiada em um registro: uma evolução, uma avaliação ou uma meta. Relatório com dado é mais difícil de contestar do que relatório com impressão.
Os dados que dão força ao relatório
- Comparação entre avaliações do mesmo nível — mostra evolução real, área por área.
- Percentual por área e geral — facilita a leitura por quem não é da área técnica.
- Metas concluídas x em andamento — mostra que o plano está sendo executado.
- Assiduidade — sessões realizadas e faltas explicam a velocidade da evolução.
- Exemplos observáveis — "passou a pedir água usando a prancha de comunicação" vale mais que "melhorou a comunicação".
Erros que enfraquecem o relatório
- ✓Texto genérico, igual para todos os pacientes.
- ✓Gráfico sem período, sem escala ou comparando instrumentos/níveis diferentes.
- ✓Metas citadas que não aparecem no PEI vigente.
- ✓Frequência omitida — o leitor não entende por que o progresso foi menor.
- ✓Falta de assinatura, registro no conselho ou data.
- ✓Cada área mandando um relatório diferente, sem síntese.
Documentação inconsistente também é causa frequente de problemas no faturamento — veja 8 causas comuns de glosa.
Relatório multidisciplinar: uma voz só
Quando a criança é atendida por várias áreas, o ideal é um relatório com síntese da equipe e uma seção por especialidade. Isso só é viável se todos registram no mesmo lugar: evoluções, avaliações e metas precisam estar na mesma timeline do paciente. Veja como organizar o PEI multidisciplinar.
Como gerar o relatório pelo sistema
- Defina o período do relatório (desde a última avaliação ou autorização).
- Puxe a frequência da agenda: realizadas, faltas e faltas justificadas.
- Traga a comparação de avaliações com percentual por área.
- Inclua o progresso do PEI: metas concluídas e em andamento.
- Escreva a síntese e a conduta — a parte que exige o olhar do profissional.
- Exporte em PDF com assinatura e guarde na timeline do paciente.
Os passos 2 a 4 são dados que o sistema já tem; o profissional investe o tempo no que realmente exige análise clínica.
Relatórios no BlueSmiles
- ✓Avaliações com pontuação percentual por área e geral, gráfico por área e evolução entre avaliações do mesmo nível.
- ✓Exportação do relatório completo ou de cada gráfico individualmente (PNG ou PDF), com paciente, nível e data no cabeçalho.
- ✓PEI com progresso de metas e gráficos próprios.
- ✓Evoluções diárias estruturadas na timeline do paciente.
- ✓PDFs com assinatura do profissional.
- ✓Integração com agenda e faturamento TISS para frequência e guias.
Quer entender o lado financeiro? Veja faturamento TISS para clínica de autismo.
Perguntas frequentes
O que é relatório de evolução terapêutica?
O que o plano de saúde costuma pedir no relatório?
De quanto em quanto tempo enviar o relatório?
Posso usar gráficos no relatório?
Cada área faz um relatório separado?
BlueSmiles
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